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12.Maio.2012

Domingo, 13.05.12

12 de Maio não é apenas mais um dia... Era o teu aniversário. É o dia que marca 8 meses, desde a tua partida. E tudo em que só consigo pensar é no dia de há 8 meses atrás. 

12 de Setembro, Segunda-Feira, a minha última manhã na ilha da Berlenga. Só já restava eu, a Ian, duas guitarras, duas tendas e pouco mais. Acordei por volta das 9h30, com a claridade e com o calor, aliás, como acordava todas as manhãs na ilha. Peguei no telemóvel para ver se tinha algo (primeiro para consultar as horas)... Como a rede é muito escassa em certos pontos da ilha, pensava que as duas mensagens que lá tinha eram de avisos de chamadas perdidas. Uma delas era. Mas não foi a primeira que eu li. Essa era da minha mãe e dizia: A Peggy morreu... Tudo me passou pela cabeça quando li aquelas palavras. Primeiro, acreditava mas não entendia; segundo, a minha mãe nunca me tinha mandado uma mensagem escrita. E, por fim, ainda pensei: como reagir a isto? Tudo isto pensei eu com a mensagem aberta e com o telemóvel na mão. Depois disto, da notícia, acordei a Ian, saí da tenda e fui-me sentar perto das escadas que dão para a praia. A Ian deu-me tempo e depois então foi sentar-se comigo. A manhã continuou linda, com o sol a brilhar e o calor a apertar. Só conseguimos ir para terra ao fim da tarde. Pensei que o dia fosse muito difícil de suportar por toda a dor que estava a sentir. Felizmente, proporcionaram-se momentos em que consegui 'esquecer' um bocadinho o que mais me estava a deixar triste. As razões disso estavam na companhia... E na energia e magia daquela ilha. 

A partir deste dia nasceu mais uma estrela no céu. Tu avó. Anseio a minha próxima ida a esta ilha; anseio a próxima noite que lá irei admirar o céu, como faço habitualmente quando lá estou, pois estás lá tu agora... No céu mais bonito que já vi em toda a minha vida. E tenho a certeza que não há igual. Não é há muito tempo que vou acampar para a Berlenga, mas esta já tem um significado enorme para mim. Por tudo o que já lá passei mas, acima de tudo, por este dia. Ninguém tem que entender isto, pois tudo na nossa vida tem a importância que cada um de nós dá. O que sinto pelo sítio e quando lá estou é quase indescritível. 

 

Tenho muitas saudades tuas, muitas mesmo. Mas, quando penso em ti nos dias de hoje, sinto-me bem e feliz por ter tido a oportunidade de ter momentos; beijos; abraços; mimos; conversas contigo e muito mais. Obrigada por me teres dado lições para a vida. Sem querer, fizeste isso.

 

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publicado por themelodyofwriting às 04:54

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Sábado, 28.04.12

With so many people to love in my life, why do I worry about one?

It's so hard to do and so easy to say but, sometimes, you just have to walk away...

 

 

I'm leaving... 

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publicado por themelodyofwriting às 03:41

...

Quarta-feira, 18.04.12

Durante estes meus últimos dias, poucos foram aqueles que fizeram o meu coração sorrir. Apenas dois. Um deles o de hoje. Não porque não estava à espera deste dia, porque estava. Mas os dias que programamos nunca são vividos tal e qual como pensamos. Surpreendem-nos. Este surpreendeu-me... As circunstâncias foram muito agradáveis, de facto. 

Obrigada...

 

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publicado por themelodyofwriting às 21:51

With or without you

Sábado, 07.04.12

Esta música desperta-me os melhores sentimentos do mundo... É só a melhor melodia que ouvi até hoje, a melhor música... Há anos que a oiço constantemente e não me canso. Nunca me cansarei...

E foi com este vídeo que me apaixonei... Até hoje. Esta música e vídeo têm, para mim, um significado fortíssimo, com muitos anos. E o significado aumenta de dia para dia... 

 


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publicado por themelodyofwriting às 21:22

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Domingo, 01.04.12

Farta de aturar miúdos que já têm idade suficiente para serem alguém na vida!!! Atitudes de merda, que infantilidades. Eu vou embora muitas vezes, mas costumo voltar sempre. Um dia... Não volto mais!

 

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publicado por themelodyofwriting às 21:32

Babe ♥

Sábado, 17.03.12

Foi desde a primeira vez que te ouvi a cantar que reconheci o talento que tens dentro de ti, e como fiquei impressionada! Presentes desses não se desperdiçam, sentem-se e mostram-se a quem sabe apreciar musica. Como em tudo, há os seguidores e os haters (porque não podemos agradar a todos não é verdade?), mas segue o teu caminho.. principalmente por ti, e por quem te apoia porque é um prazer ouvir-te! Não guardes esse talento só para ti, leva-o a ouvidos ainda desconhecidos e também por nós, os teus amigos, pois queremos ver-te ir mais longe! Aposta, arrisca, mostra-te, porque grande parte da nossa vida é aquilo que fizermos dela * Acredita babe, eu acredito em ti!

 

Babe... Por onde hei-de começar? É tudo tão vasto e intenso. Como eu falo e escrevo pelos cotovelos, não vai ser fácil orientar-me num texto destes, como podes imaginar.

Lembro-me, como se fosse ontem, de estarmos sentadas na sala de aula, lado a lado, com os nossos pais atrás de nós a conversarem. E isto foi há 10 anos atrás. Antes disso, lembro-me de estarmos na ginástica e tu chamares-me 'Cáta'. Isso já deve contar com os seus 14 anos, talvez. Ou mais. Lembro-me, também, de cantar em frente ao espelho (como se este fosses tu) para não ires embora para Óbidos. Foste, mas não foste embora do meu coração. E hoje vivemos o nosso sonho de crianças: viver juntas, partilhar casa. 

Quantas vezes me dizes tu: 'E se tu não estivesses aqui comigo em Leiria?'... E agora pergunto o mesmo. Eu não preciso de provas tuas acerca da importância da nossa amizade para ti, mas tu dás-me todos os dias, sem dares por isso. Ainda bem que reparo sempre nas pequenas coisas. Se soubesses a importância que dou à tua solidariedade. Acredita, és das pessoas mais solidárias que conheço. Como já te disse, tens sido a minha grande companhia, a grande presença na minha vida nestes últimos tempos. E vou-te dizer o porquê de dar mais ênfase a estas últimas semanas. O que seria de mim, sem ti, para cuidar das minhas otites? Para me comprar as gotas e até metê-las? Mandar-me ir descansar enquanto fazias o jantar? O que seria de mim sem ti... Para conseguir estar em Leiria? Estar à janela do quarto, sem ti, não é a mesma coisa. Dormir no quarto, sem ti, não é a mesma coisa. Esta semana tive uma das melhores noites da minha vida, tal como tu. Babe... Foi viver como se não existisse o amanhã. Não soube bem? 

Obrigada por acreditares em mim, estares sempre do meu lado mesmo quando não concordas comigo. Obrigada, principalmente, pelo teu ombro amigo nas alturas mais complicadas. Quantas lágrimas deitei eu contigo? Tantas como tu me deste o calor do teu abraço, do teu consolo. Apesar de aparentemente forte, por dentro sou das pessoas mais frágeis do mundo e tu sabes disso. Infelizmente nunca consigo estar totalmente em paz quando estou por Leiria, não pelo que se passa lá, mas fora... Não preciso de ir mais além. Mas, estar contigo, torna tudo tão mais leve. Talvez por seres mais racional que eu e com os pés mais acentes na terra, trazes-me à realidade. Mas não é uma realidade má. Mostras-me uma realidade bonita da vida. Aquela que eu muitas vezes não vejo. A maior parte do tempo vivo uma realidade que queria que fosse a minha. Mas não é... Invejo a tua ambição, a sério que sim. A tua força de vontade. És a pessoa mais cabeça no ar que conheço, mas sei que vais muito longe. Não mudes. Para mim, és a mesma de há uma década atrás. Olho para essa altura da nossa vida e para hoje... Sentidos da vida completamente diferentes, mas tu não mudaste. Eu não mudei. A única coisa que mudou? O aumento do amor que eu sinto por ti. Incrível como cresce. 

Amigo de verdade... O que ri contigo; o que chora contigo; o que cuida de ti; o que ama os teus defeitos; as tuas qualidades; o que partilha contigo. É aquele que sente o mesmo que tu; é o que te chama à verdade, por mais que doa; o que te acompanha sempre. É aquele que não te sai do coração nunca. É o que vive momentos intensos e únicos contigo; o que tu consideras como irmão. Tu és tudo isso, mais mais que isso... És aquilo que as palavras não descrevem. Não encaixam na tal dimensão desta amizade... És mesmo muito, muito importante para mim. Não faço ideia do dia de amanhã nem quero fazer, mas a minha certeza hoje é que te quero comigo sempre. 

Não preciso de te dizer o espaço que ocupas no meu coração... Tu sabes. 

 

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publicado por themelodyofwriting às 05:51

BeatClub!

Terça-feira, 13.03.12

Vive cada dia como se fosse o último.

 

Quando aplicamos esta filosofia de vida aos nossos dias, a vida parece ter outra cor. E digo isto porque a noite passada foi o exemplo disso. Algo inesperado, aproveitado de uma maneira brutal. Aproveitar mais e melhor era impossível. 

Como já é hábito, todas as Segundas-Feiras nós estamos lá no BeatClub, em Leiria, a assistir à banda Apartirtudo. Ontem, era mais uma noite. Mas enganei-me... Não foi só mais uma. Foi a noite! Não vale a pena estar aqui a descrever a noite inteira porque o verdadeiro sabor da mesma está dentro de cada um que a viveu. Todos os segundos valeram a pena. 

Não me canso de recordar esta noite... Foi b-r-u-t-a-l!

 

 

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publicado por themelodyofwriting às 22:36

...

Segunda-feira, 12.03.12

Complicado estar feliz quando as pessoas que mais amas 

não estão. 

Complicado, também, teres força para continuares com a 

tua vida, quando os que mais amas não conseguem fazer

com que isso aconteça. Quero eu dizer... Ajudar.

 

No entanto, prefiro desperdiçar a minha energia naquilo

que verdadeiramente sou.

 

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publicado por themelodyofwriting às 21:53

One of the greatest movies ever!

Segunda-feira, 05.03.12

- Now you simply got to ask yourself this: What is happiness to you, David?

- I wanna live a real life. I don't wanna dream any longer.

- Any last wishes?

- Let them out there read my mind...

- Wish you well, David.

 

 

- Look at us. I'm frozen and you're dead. And I love you.

- It's a problem.

- I lost you when I got in that car. I'm sorry. Do you remember what you told me once? That every passing minute is another chance to turn it all around.

- I'll find you again...

- I'll see you in another life, when we are both cats.

 

Vanilla Sky (final scene)

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publicado por themelodyofwriting às 18:51

Dad

Domingo, 04.03.12

Às vezes, gostava de saber o porquê. Ouvimos tantas vezes a célebre frase 'Os amigos podemos escolher. A família não.' e, de facto, é verdade. Quantas vezes, também, ouvimos muitas mais reclamações dos amigos, em tom de desabafo, sobre a família e muitas menos acerca dos amigos. Mas... Engraçadas são as memórias que temos com a família. Os momentos que relembramos ou partilhamos com alguém sobre a mesma. O gosto e a expressão são diferentes. O sentimento é diferente.

 

Numa das belas tardes de Verão que passei contigo, no seio de uma das nossas conversas, pedi-te para me recordares momentos meus, contigo, enquanto pequena. Aqueles que dão gosto ouvir, pois a nossa memória falha muitas vezes se nos queremos lembrar de algo muito antigo. Tu começaste-te a rir e calaste-te. E eu... 'Então? Estou à espera...'. Conseguiste-me responder apenas que foram muitos e que não te conseguias lembrar assim de algum em específico. Pensei eu... 'Nem um?'... Lá me contaste:

" Eras pequenina e estavas com alguma coisa assim daquelas que os pequeninos apanham, assim os bebés... E lembro-me de te levar ao hospital e estar contigo na sala de espera. Estavas sentada ao meu lado e, depois, encostaste a tua cabecinha a mim." E foi isto. Nada demais ou que me surpreendesse mas... Conhecendo como te conheço, sei que para ti significou muito o facto de me ter encostado a ti. Só porque, quando somos pequenos, não temos a percepção do quanto amamos os nossos pais. E vocês têm. Lá por não ter essa noção na altura e só a ter ganho anos depois, não significa que nunca te tenha amado. Sei que te amei desde o meu primeiro dia de vida. Continuei a amar e ainda amo. Durante 20 anos que partilhamos tudo. Quase tudo. Desde o cuidares de mim através de tanta coisa: banhos, gripes, escola, ralhar; ensinar, tentar dar sempre o melhor... Tanto material, como emocional. Quantas vezes errei e continuo a errar contigo. Já te menti; já omiti; já te repreendi; já te aborreci; já te fiz chorar. Mas, por outro lado... Tanto me ensinaste; tanto que eu te ensinei. Quantos desabafos ouvi e continuo a ouvir teus, daqueles que só comigo partilhas. Sei que sou a tua melhor amiga e que me davas a vida se eu precisasse. Tenho a noção do quanto me amas. Às vezes fazes com que me esqueça disso. Fazes-me sofrer e tu sabes disso. Pedes-me desculpa e não esperas outra coisa de mim senão o perdão, porque tu sempre me perdoaste em tudo. Mas não é por isso que eu te perdoo. Perdoo-te porque te conheço. Porque sei quem já foste e não consegues ser mais; perdoo-te porque o vício é o defeito mais fácil de se perdoar. Porque, neste tempo todo que vivi e vivo contigo, reconheço que não tiveste um trilho muito colorido de vida. É preciso ter um grande estômago para tudo isso, para toda a tua vida. Contudo, há atitudes que não se desculpam por isso. Se tu sofres, eu sofro. Se tu estás farto, também eu estou. Não custa pensar um bocado em mim, como eu penso em ti. Tento meter-me no teu lugar e, de certa parte, compreendo algumas coisas tuas. Tenho pena de não fazeres o mesmo comigo. Se calhar algumas coisas mudavam, para melhor. Não tens a necessidade de te refugiares no que te faz mal e te estraga. Tens-me a mim. E eu sei que sou grande o suficiente para tapar todos esses buracos. Podias chorar, podias desabafar e eu continuaria de braços abertos para ti e ultrapassava todas as tuas mágoas contigo. Partilhavas a tua dor comigo e tudo ia ficar tão melhor. Eu não sei mais sobre a vida do que tu, mas não te esqueças que também aprendes connosco. Todos os exemplos que me deste não foram bons e, os menos bons, eu apliquei-os em mim, mas de forma contrária. E eu orgulho-me disso, porque tive a capacidade de não os seguir. E tu também deves ter orgulho nisso. Sei que tens orgulho em mim, mas eu tenho muito mais. Muito do que sou não me ensinaste. Aprendi eu, sozinha, observando tudo. Para mim, não faziam e nunca farão sentido todas as memórias menos boas que tenho, por isso não entrei por onde vocês entraram. Nunca sei o dia de amanhã mas hoje tenho a certeza que não é isso que quero, pelo contrário. 

Mas há uma coisa... Eu sempre me orgulhei de ser tua filha, em todos os momentos. Vergonha? Nunca. Sou sortuda em ter um pai como tu, apesar de, muitas vezes, as coisas não estarem bem. O amor compensa. Sempre me deste tantos mimos, tantos... Nunca me bateste, sempre me deste confiança e liberdade, amor. Contigo, passei os melhores momentos da minha vida. Não preciso de descrevê-los. Foram 20 anos cheios de tudo... Espero que hajam muitos mais e que a vida sorria mais para ti. Hoje, acho que já fiz mais que o suficiente. Os papéis invertem-se. Eu estou agora a começar a construir a minha vida, o meu futuro. Tu, ja o construíste e hoje segues o teu caminho como queres. Por mais que seja o teu mundo, o teu tesouro e tu sejas o meu fã nº1, não sou mais do que isso para te fazer ver que ainda tudo vale a pena. As coisas podem ser melhores, muito melhores. É só quereres. Vais ter muito tempo para descansares... 

 

Amo-te muito, muito, muito... 

 

 


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publicado por themelodyofwriting às 19:40








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