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memórias...

Segunda-feira, 26.04.10

Um dia vi-vos chorar a todos de tristeza pela primeira vez. Vi uma vela acesa com uma fotografia dela ao lado, juntamente com um terço... Parecia 'uma réstia de esperança' só. Era só isso naquela altura. Olhava e observava esse pequeno reparo com atenção. 'Era aquilo que restava? Era aquilo que se podia fazer?' - pensava eu. Mas sabia lá eu pensar há quase 6 anos atrás. Se calhar sim. Perguntava-me porque é que uma vela a acesa a queimar a cera com um terço e uma fotografia dela ao lado ia fazer. Perguntava-me porque é que durante tanto tempo não a podia ver. O que será que tinha acontecido? 'Ninguém me diz nada e vou-me contemplar a ver uma vela a queimar?'. Durante duas semanas era para elas que olhava. A vela queimava e ela permanecia na fotografia. Queria voltar a vê-la assim, como na fotografia, como na sua vida normal. Graças a Deus voltei a vê-la. Não, não como na fotografia. Entrei numa peça completamente diferente da que estava a viver. Comecei a viver outra vida, com outro ritmo e sabor. Mas o melhor sabor era tê-la comigo. A primeira vez que a vi depois dessas duas semanas foi... Estranho e reconfortante. Estranho, porque nem um beijo lhe dei sequer, mas reconfortante porque lhe agarrei na mão que estava negra devido às injecções. Eu não lhe dei um beijo e senti-me tão inútil... Naquela altura não o fiz porque ela olhou para mim com uma cara que eu não entendi. Eu não sabia se ela me reconhecia!! E pensar isto é triste... Mas segundos mais tarde ela apertou a minha mão com muita força! 'Não me deixes!' tenho a certeza que estava a pensar nisso. E depois lá começou a esboçar poucos sorrisos. Fiquei tão feliz por dentro...

Nos dias de hoje, quando penso que ela pode não merecer um gesto meu, recuo a esta fase da minha vida e penso o que ela decerto pensa: 'Filha, posso ter muitos defeitos, errar, desiludir-vos. Mas eu sou a mãe mais sortuda do Mundo e são vocês que me fazem continuar porque a minha vida não tem sido nada fácil nestes últimos anos. Não me deixem, digam-me para onde vão e com quem vão, digam-me que voltam, que me dêem um beijinho sempre que me virem.'

Atrevo-me a dizer que

A família não é tudo na nossa vida, mas é o mais importante que nela habita.

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publicado por themelodyofwriting às 23:43





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