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Um Obrigada e Um Até Já, Berlenga!

Quinta-feira, 27.09.12

Down on my knees, i'm beggin' you...


Setembro de 2011. Uma nova etapa. O fim de mais um capítulo, não com o melhor desfecho, com a esperança de arrancar com outro da melhor maneira possível. 

Janeiro de 2012. A esperança não era suficiente; não era apenas o instrumento que eu precisava para escrever e desenvolver o capítulo. Fevereiro, Março, Abril, Maio. E, na imensidão destes quatro meses, perdi-me, sem saber o que fazer. Nós começaram a aparecer na minha cabeça e, por mais que me tentasse focar no trilho certo, nunca conseguia. 

Junho de 2012. Início de uma boa época, o Verão. As expectativas eram boas, como sempre. "Berlenga?", "Vamos!", constantemente. O meu Verão foi, resumidamente, Berlenga. Não foi planeado, nada... E tudo começou a surgir. 

Julho, Agosto e Setembro... Foram os três meses chave. Berlenga, porque sim, porque tem um significado que só eu preciso entender. E entendi, de facto. A Berlenga obriga-te a olhares bem para dentro de ti, quando te disponibilizas para tal coisa, claro. E eu abri-me por completo. E isso não foi apenas num momento, foram necessárias semanas e semanas. Necessárias! Sorri e ri à gargalhada na ilha? Claro! Muitas vezes. Se chorei de tristeza? Mais que uma vez. Os nós eram tantos e eu fingi entregar-me por completo à ilha e a todas as pessoas que me acompanharam sempre durante o Verão. Não conseguia entregar-me a 100%. Vivi tudo intensamente à mesma. Até que chegou dia 20 de Agosto e os meus sete dias transformaram-se em 26, como já referi no post anterior. E, até esta Segunda (um mês e quatro dias), tudo ficou tão, mas tão mais claro. Os meus nós desfizeram-se, o meu sorriso rasgou muito mais e os meus olhos ganharam outro brilho. E, quando falo na Berlenga, incluo tudo (momentos, pessoas, natureza, etc.)! Depois de 26 dias, voltei a terra a dia 14 de Setembro. Desde esse dia até dia 22, já sorria mais, mas ainda tinha alguns nós. Nós que tinham que ser resolvidos nesse curto período de tempo. Receei muito o desfecho de tudo, do capítulo que tinha começado há um ano atrás. E teve o melhor desfecho de todos... Foi um ano intenso e dou maior ênfase ao Verão, pois fez toda a diferença em mim e na minha vida. Posso, finalmente, dizer que me sinto feliz. Muito feliz. Sinto uma paz interior como nunca senti; energias que não se explicam. As palavras são fortes, mas não chegam para descrever este meu auge. Dia 22, 23 e 24 de Setembro? A cereja em cima do bolo. Entregar-me, por fim, a 100% a tudo. Sozinha não tinha conseguido. A energia aumenta sempre que é partilhada, algo que aprendi recentemente. Não será agora que irei deixar esta minha luz apagar-se, mais uma vez. Vou fazer com que brilhe, cada vez mais. E todas estas aprendizagens e lições que retiro de todo este intenso capítulo, devo-as à Berlenga e a todos os que me acompanharam durante estes últimos meses. Em especial este, o de Setembro. 
Estou feliz.

 

 

"Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?

Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...

Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!


BERLENGA 2012! * {#emotions_dlg.heart}



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publicado por themelodyofwriting às 02:54





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